Anatomia
Glândulas de Bartholin
As glândulas de Bartholin são duas pequenas estruturas localizadas na entrada da vagina que secretam fluido mucoso durante a excitação sexual, contribuindo para a lubrificação do vestíbulo vulvar.
As glândulas de Bartholin (descritas pelo anatomista dinamarquês Caspar Bartholin no século XVII) são duas glândulas exócrinas de cerca de 0,5 cm de diâmetro, localizadas simetricamente na base dos lábios menores, uma de cada lado do orifício vaginal. Cada glândula tem um ducto excretor que desemboca no vestíbulo vaginal. Nas mulheres adultas saudáveis, são impalpáveis e os ductos são invisíveis.
A função primária é a produção de fluido mucoso claro durante a excitação sexual. Este fluido lubrifica o vestíbulo vulvar - a área em torno da entrada vaginal - facilitando a penetração e reduzindo o atrito. A maior parte da lubrificação vaginal provém de outro mecanismo: a transudação vascular através das paredes da vagina. As glândulas de Bartholin contribuem principalmente para a lubrificação da entrada, não para a lubrificação vaginal profunda.
A patologia mais comum é a obstrução do ducto excretor, que impede a drenagem da secreção. Com a acumulação de fluido, forma-se um quisto - geralmente indolor. Quando o quisto se infeta, desenvolve-se um abcesso de Bartholin, que é doloroso e requer drenagem. A bartolinite é frequentemente associada a bactérias como E. coli, S. aureus, ou, em alguns casos, N. gonorrhoeae.
As glândulas de Bartholin são homólogas às glândulas bulbouretrais (glândulas de Cowper) masculinas, que também produzem fluido pré-ejaculatório lubrificante. Esta homologia embriológica é mais um exemplo de como os órgãos reprodutores femininos e masculinos derivam das mesmas estruturas embrionárias.