Prazer & Corpo

Ponto G: O Que É, Onde Fica e Como Estimular

Leitura: ~18 minÚltima revisão: 18 fev 2026

O ponto G é provavelmente a morada mais procurada do mundo — e não aparece no Google Maps. Poucos temas geram tanta curiosidade, tanta promessa e tanta frustração ao mesmo tempo. Há quem jure que mudou a vida sexual de um dia para o outro. Há quem procure durante anos e nunca sinta nada de especial. E há quem diga, simplesmente, que não existe.

A verdade é que a ciência ainda não chegou a um consenso. Mas isso não significa que não tenha nada a dizer — muito pelo contrário. Nas últimas duas décadas, a investigação sobre a anatomia do prazer feminino avançou mais do que nos dois séculos anteriores. E o que descobrimos muda a forma como pensamos sobre o corpo, o orgasmo e a exploração sexual.

O nome vem de Ernst Gräfenberg, um ginecologista alemão que, em 1950, descreveu uma zona especialmente sensível na parede anterior da vagina. A designação “ponto G” só apareceu décadas depois, em 1982, quando Alice Kahn Ladas, Beverly Whipple e John Perry publicaram The G Spot and Other Discoveries About Human Sexuality — e o conceito entrou de vez na cultura popular.

Este guia é um convite honesto. Vamos percorrer o que a ciência diz (e o que ainda não sabe), onde fica esta zona, como explorá-la — e porque é que a viagem importa mais do que o destino.

Afinal, o ponto G existe?

Esta é a pergunta de partida — e a resposta não cabe num sim ou num não. O debate científico em torno do ponto G é real, contínuo e, por vezes, surpreendentemente aceso para um tema anatómico.

Em 2008, uma equipa liderada por Emmanuele Jannini, da Universidade de L’Aquila, fez ecografias a 20 mulheres — nove que reportavam orgasmos vaginais regulares e onze que não. O resultado: o grupo que sentia orgasmos vaginais tinha tecido mais espesso entre a vagina e a uretra (a chamada parede uretrovaginal). A amostra era pequena, mas foi o primeiro estudo a sugerir uma diferença anatómica mensurável.

Dois anos depois, investigadoras do King’s College de Londres puseram o ponto G à prova genética. Andrea Burri e Tim Spector analisaram 1.804 gémeas — se o ponto G fosse uma estrutura anatómica clara, esperaríamos encontrar alguma influência genética na sua presença. O resultado? 56% das mulheres reportaram ter um ponto G, mas o estudo não encontrou qualquer componente genético. A conclusão das investigadoras: a experiência subjetiva é real, mas a estrutura anatómica discreta não está comprovada.

Em 2012, Kilchevsky e colegas publicaram uma revisão sistemática na Journal of Sexual Medicine que analisou toda a literatura disponível e concluiu que “medidas objetivas não conseguiram fornecer evidência forte e consistente” para a existência do ponto G como estrutura independente. No mesmo ano, Adam Ostrzenski anunciou ter encontrado o ponto G numa dissecção cadavérica — mas quando Hoag e colegas tentaram replicar a descoberta em 2017, não a confirmaram. O que Ostrzenski encontrara era, provavelmente, parte do bulbo clitoriano.

A revisão mais abrangente até à data chegou em 2021. Vieira-Baptista e colaboradores analisaram 31 estudos e encontraram que 62,9% das mulheres reportam ter um ponto G — mas os estudos não concordam sobre a localização exata, o tamanho, nem a natureza da estrutura.

A anatomia é real — há tecido sensível na parede anterior da vagina. O que não existe é o “botão mágico” que a cultura popular vendeu.

A proposta que reúne mais consenso atualmente vem de um artigo publicado na Nature Reviews Urology por Jannini, Buisson e Rubio-Casillas em 2014. Aquilo a que chamamos ponto G é melhor compreendido como parte do complexo clitorouretrovaginal (CUV) — a zona onde o clitóris interno, a uretra e a parede vaginal convergem. Não é um botão. É uma região. E isso muda tudo.

O que é o complexo CUV — e porque é que muda tudo

Se o ponto G não é um botão, o que é? A resposta está em três sistemas de tecido que se sobrepõem numa zona relativamente pequena. É o que os investigadores chamam de complexo clitorouretrovaginal — ou CUV, para simplificar.

Três sistemas, uma zona

Primeiro, o clitóris interno. A parte visível do clitóris — a glande — é apenas a ponta. Por baixo da superfície, os bulbos e as cruras (raízes) do clitóris estendem-se entre 5 a 9 centímetros ao longo de cada lado da vagina. Helen O’Connell, uróloga da Universidade de Melbourne, foi a primeira a mapear a extensão completa do clitóris por ressonância magnética, no final dos anos 90 — e o que revelou é que o clitóris é um órgão muito maior do que os livros de anatomia mostravam.

Segundo, a esponja uretral — tecido eréctil que envolve a uretra e contém as glândulas de Skene, por vezes chamadas de “próstata feminina”. Estas glândulas produzem secreções durante a excitação e estão diretamente relacionadas com o fenómeno da ejaculação feminina (vamos explorar isso mais à frente).

Terceiro, a parede vaginal anterior — a superfície que está em contacto direto com os dois sistemas acima. Quando pressionas esta parede, estás a pressionar o clitóris interno por dentro.

Em 2009, Buisson e Foldès publicaram o primeiro estudo com ecografia em tempo real durante a relação sexual. O que observaram foi que a raiz do clitóris se desloca em direção à parede vaginal durante a penetração. Por outras palavras: a estimulação vaginal que parece “interna” é, em grande parte, estimulação clitoriana interna.

Aquilo a que chamamos “estimulação do ponto G” é, muito provavelmente, estimulação do clitóris — por dentro.

É por isso que as experiências variam tanto de pessoa para pessoa. A espessura do tecido, a densidade nervosa, o tamanho das glândulas de Skene — tudo isto difere entre indivíduos. Duas pessoas podem ter anatomias ligeiramente diferentes na mesma zona e sentir coisas completamente distintas. Não há nada de errado com nenhuma delas.

Onde fica e como encontrar

Se olhares para a anatomia, a zona que nos interessa fica na parede anterior (frontal) da vagina, a cerca de 4 a 7 centímetros da entrada, na direção do umbigo. Ao toque, a textura é ligeiramente diferente do tecido circundante — mais rugosa, esponjosa, com um relevo que podes sentir debaixo dos dedos.

Mas há uma condição fundamental que muitos guias esquecem de mencionar: a excitação tem de vir primeiro. A esponja uretral é o último tecido eréctil a ingurgitar durante a excitação. Sem estimulação prévia, a zona pode ser desconfortável ou simplesmente não sentir nada de particular. A recomendação é um mínimo de 15 a 20 minutos de estimulação externa antes de começar a exploração interna.

Um guia de autoexploração

Se quiseres explorar por ti, eis um caminho possível:

  1. Cria o ambiente. Privacidade, conforto, sem pressa. Isto não é uma missão com prazo — é exploração.
  2. Começa por fora. Estimula o clitóris, a vulva, as zonas que já sabes que gostam de atenção. O objetivo é estar genuinamente excitada antes de avançar.
  3. Insere um ou dois dedos, com a palma virada para cima. Sem pressa, com lubrificante se preferires.
  4. Curva os dedos na direção do umbigo — o chamado gesto de “vem cá” (come hither). Procura uma zona com textura diferente: esponjosa, com ligeiro relevo.
  5. Experimenta diferentes pressões. A zona responde melhor a pressão firme do que a toques leves. Varia o ritmo, os ângulos, os movimentos circulares.
  6. Não te assustes com a sensação de querer urinar. É comum e normal — a zona está diretamente sobre a uretra. Com estimulação continuada, essa sensação costuma transformar-se em prazer.
  7. Se não encontrares ou não gostares — está tudo bem. A anatomia de cada pessoa é diferente. Não há resultados certos ou errados nesta exploração.

Se estiveres a explorar com outra pessoa, o princípio é o mesmo: excitação primeiro, pressão firme, e comunicação honesta sobre o que sentes. Não há nenhuma vergonha em guiar a mão de quem está contigo.

Como estimular o ponto G

A primeira coisa a saber: o ponto G responde a pressão, não a fricção. Toques leves e superficiais raramente produzem efeito nesta zona. O que costuma funcionar é pressão firme, sustentada ou ritmada — como se estivesses a massajar, não a acariciar.

Técnicas manuais

O movimento clássico é o gesto de “vem cá” com um ou dois dedos — um movimento de flexão ritmada na direção do umbigo. Mas não é a única opção. Podes experimentar pressão circular na zona, com os dedos a desenhar pequenos círculos sobre o tecido. Ou uma pressão firme e sustentada, sem movimento — mantendo os dedos fixos contra a parede anterior durante alguns segundos antes de soltar e repetir.

Cada corpo responde de forma diferente. O ritmo que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra. O mais importante é experimentar sem agenda — e prestar atenção ao que o corpo responde.

Combinar com estimulação clitoriana

Aqui é onde a ciência se torna particularmente útil. Segundo um estudo de Herbenick e colegas, publicado em 2018, com dados de mais de 1.000 mulheres norte-americanas, apenas 18,4% das mulheres chegam ao orgasmo apenas com penetração vaginal. A maioria — 36,6% — precisa de estimulação clitoriana durante a relação.

Isto não é uma limitação. É anatomia. Pfaus e colaboradores argumentaram em 2016 que a distinção entre orgasmos “clitorianos” e “vaginais” é uma falsa dicotomia — a anatomia está interligada. Um orgasmo que combina estimulação clitoriana externa com pressão na zona do ponto G — o chamado blended orgasm — é frequentemente descrito como mais intenso. Mas não é “melhor”. É diferente. E mais uma opção no menu.

Comunicar com o/a parceiro/a

Se estiveres com alguém, a comunicação é o melhor lubrificante (sim, depois do lubrificante real). Guia a mão, diz quando a pressão está boa, indica se preferes mais rápido ou mais lento. Não há nenhuma elegância em sofrer em silêncio quando uma frase curta resolve tudo.

Posições que favorecem a estimulação

Mais do que decorar nomes de posições, o que importa é perceber o princípio: o ângulo de penetração determina quanta pressão é aplicada na parede anterior da vagina. Qualquer posição que dirija a estimulação para a frente (em direção ao umbigo) favorece o contacto com a zona do ponto G.

1. Tu por cima

A vantagem principal é o controlo. Decides o ângulo, a profundidade, o ritmo. Inclina-te ligeiramente para a frente ou para trás para mudar o ponto de contacto. Muitas pessoas descobrem que um movimento de vaivém (em vez de subir e descer) cria mais pressão na parede anterior.

2. De quatro, com cotovelos apoiados

Ao baixar os cotovelos (em vez de ficar com os braços esticados), a pélvis inclina e a penetração dirige-se naturalmente para a parede anterior. O/a parceiro/a pode alcançar o clitóris para estimulação simultânea — o que, como vimos, faz diferença para a maioria das pessoas.

3. Missionário com almofada debaixo da anca

Um truque simples que muda o ângulo de penetração. Coloca uma almofada firme (ou um wedge próprio) debaixo das ancas. Isto eleva a pélvis e direciona a penetração para a parede anterior. Pequeno investimento, grande diferença.

4. Técnica de Alinhamento Coital (CAT)

Uma variação do missionário em que o/a parceiro/a sobe ligeiramente o corpo, de modo a que o contacto pélvico estimule diretamente o clitóris. Em vez de movimentos de vaivém profundos, o CAT envolve um movimento de embalar — ondulação e pressão, não entrada e saída. Segundo investigadores como Pierce (2000), esta técnica aumenta significativamente as taxas de orgasmo feminino durante o coito.

Em todas estas posições, a estimulação clitoriana simultânea — com a mão, com um vibrador pequeno, como preferirem — tende a amplificar a experiência. Não é batota; é inteligência anatómica.

Brinquedos desenhados para o ponto G

Um bom brinquedo para o ponto G não precisa de ser complicado. O que precisas é de três coisas: uma curvatura que direcione a pressão para a parede anterior, firmeza suficiente para transmitir essa pressão, e material seguro para o corpo.

O que procurar

A forma ideal é uma curva em J ou C — desenhada para alcançar a parede anterior da vagina sem exigir ângulos desconfortáveis com o pulso. O material deve ser não poroso e body-safe: silicone de grau médico, ABS, vidro borossilicato ou aço inoxidável são as melhores opções.

O que evitar: jelly rubber, PVC e TPE. São materiais porosos que podem albergar bactérias e são difíceis de esterilizar. Se o brinquedo tem um cheiro forte a químico, é um sinal de alerta.

Quanto à vibração, privilegia vibrações profundas e graves (rumbly) em vez de vibrações agudas e superficiais (buzzy). As vibrações profundas penetram melhor no tecido e são mais eficazes para estimulação interna.

Duas opções a considerar

O LELO Gigi tem uma ponta achatada e curvada que maximiza a área de contacto com a parede anterior. Oito padrões de vibração, à prova de água, silicone de grau médico. É um clássico por uma razão.

O Satisfyer G-Spot Flex tem uma abordagem diferente: um eixo flexível que se adapta à tua anatomia. A grande vantagem é resolver o problema do “uma curvatura não serve a todas” — podes dobrar e ajustar até encontrar o ângulo perfeito para ti.

Estamos a preparar um guia completo de vibradores — com análises detalhadas e comparações. Subscreve a newsletter para saber quando sair.

Ejaculação feminina — facto ou ficção?

Aqui é onde a conversa costuma ficar confusa — porque se misturam dois fenómenos distintos como se fossem a mesma coisa. E não são.

Ejaculação feminina

A ejaculação feminina propriamente dita envolve um volume pequeno de fluido (poucos mililitros), de aspeto leitoso ou translúcido, produzido pelas glândulas de Skene — que são, essencialmente, o equivalente feminino da próstata. Tanto assim que a Organização Mundial de Saúde reconhece formalmente as glândulas de Skene como a “próstata feminina”. Estas glândulas contêm PSA (antigénio específico da próstata) — em 83% dos casos, segundo análises laboratoriais. A ejaculação feminina é um fenómeno glandular, não urinário.

Squirting

O squirting é diferente. O volume é maior, o fluido é claro e transparente, e a sua composição é essencialmente urina diluída com algumas secreções das glândulas de Skene. Um estudo de Salama e colegas (2015), embora com uma amostra pequena de sete mulheres, usou ecografia para mostrar que a bexiga se enche durante a excitação e se esvazia durante o squirting. A análise bioquímica confirmou a presença de ureia, creatinina e ácido úrico — mas também de PSA, indicando uma contribuição das glândulas de Skene.

Os dois fenómenos podem ocorrer separadamente ou ao mesmo tempo. E nenhum deles é “melhor” ou “pior” do que o outro. São simplesmente respostas fisiológicas diferentes.

A ligação ao ponto G

Não é por acaso que estes fenómenos surgem frequentemente associados ao ponto G. Segundo a revisão de Vieira-Baptista (2021), 72,6% das mulheres que reportam ter um ponto G associam-no à ejaculação. As glândulas de Skene estão localizadas precisamente na zona do ponto G — dentro da esponja uretral, na parede anterior da vagina.

Quanto à prevalência, as estimativas variam entre 10% e 54% das mulheres, dependendo de como o fenómeno é definido e medido. A sensação de querer urinar durante a estimulação do ponto G está relacionada com isto — a pressão na zona comprime tanto as glândulas de Skene como a uretra.

Algumas pessoas experienciam estes fenómenos, outras não. Nenhuma das situações é mais válida. O que importa é que deixes de lado a pressão de “conseguir” fazer squirting como se fosse um objetivo a atingir. Se acontecer, aconteceu. Se não, a experiência não perdeu nada.

O orgasm gap — e porque é que isto importa

Existe um estudo que vale a pena conhecer. Frederick e colaboradores (2017) inquiriram 52.588 adultos nos Estados Unidos. O resultado: 95% dos homens heterossexuais chegam habitualmente ao orgasmo durante o sexo. No caso das mulheres heterossexuais, esse número cai para 65%. As mulheres lésbicas: 86%.

A diferença não é biológica. É sobre o que priorizamos. As mulheres que reportam orgasmos mais frequentes têm parceiros que investem em sexo oral, relações mais longas, comunicação sobre o que funciona, e estimulação manual durante a penetração. Ou seja: o orgasm gap não é inevitável — é o resultado de um roteiro sexual que privilegia a penetração como ato principal e tudo o resto como “preliminares”.

O ponto G é uma peça neste puzzle maior. Mas a peça mais importante é o autoconhecimento — saber o que funciona para ti, comunicá-lo, e ter parceiros dispostos a ouvir. A verdadeira revolução não é encontrar um ponto específico. É expandir o que conta como sexo para além da penetração.

Se quiseres perceber melhor a ciência por trás do orgasmo feminino — tipos, barreiras e o que realmente ajuda — temos um guia completo sobre o orgasmo feminino.

Perguntas frequentes

O ponto G existe?

A existência do ponto G como estrutura anatómica independente não foi comprovada. A sensibilidade dessa zona faz parte do complexo clitorouretrovaginal (CUV) — onde o clitóris interno, a uretra e a parede vaginal anterior convergem. A anatomia é real; o “botão mágico” é mito.

Na prática, isto significa que a zona existe e pode ser altamente sensível, mas funciona como uma região e não como um interruptor. A experiência varia muito de pessoa para pessoa — e isso é perfeitamente normal.

Onde fica o ponto G?

Na parede anterior (frontal) da vagina, a 4-7 centímetros da entrada vaginal, na direção do umbigo. A zona sobrepõe-se à uretra e às glândulas de Skene, e coincide com a área onde as raízes internas do clitóris passam junto à parede vaginal.

Ao toque, podes sentir uma textura ligeiramente diferente — esponjosa ou rugosa — especialmente quando estás excitada, porque o tecido ingurgita com a excitação.

Porque é que sinto vontade de urinar quando estimulo o ponto G?

É completamente normal. A zona do ponto G está diretamente sobre a uretra. A pressão nessa área pode simular a sensação de bexiga cheia. Com a excitação contínua, essa sensação costuma transformar-se em prazer.

Se a sensação te deixar ansiosa, esvazia a bexiga antes de começar. Isso dá-te a segurança de que o que estás a sentir é excitação, não necessidade real de urinar.

Todas as mulheres têm ponto G?

Todas as mulheres têm as estruturas anatómicas (clitóris interno, uretra, parede vaginal anterior) que compõem o complexo CUV. Mas a sensibilidade varia muito — depende da espessura dos tecidos, da densidade nervosa e do tamanho das glândulas de Skene. Cerca de 63% das mulheres reportam sentir sensibilidade nessa zona.

Se não sentires nada de especial, isso não significa que há algo errado contigo. Significa que a tua anatomia é a tua anatomia. O prazer tem muitos caminhos, e este é apenas um deles.

Consigo ter orgasmo apenas com estimulação do ponto G?

Algumas mulheres sim, mas são uma minoria. Segundo estudos, apenas cerca de 18% das mulheres chegam ao orgasmo apenas com penetração vaginal. A maioria beneficia de estimulação clitoriana simultânea — o chamado orgasmo misto ou blended orgasm.

Isto não é uma falha. É como o corpo funciona. O clitóris e a zona do ponto G partilham estruturas anatómicas — estimulá-los em conjunto é trabalhar com a anatomia, não contra ela.

Mais do que um ponto, uma jornada

Se há algo que a ciência nos mostra com clareza é isto: o corpo humano é mais complexo, mais variado e mais fascinante do que qualquer “botão mágico” poderia sugerir. O ponto G não é um destino que se encontra ou se falha. É uma zona, parte de um sistema maior, que podes explorar — ou não — conforme te der prazer.

O verdadeiro “ponto” é o autoconhecimento. Conhecer o teu corpo, os teus ritmos, as tuas preferências. Comunicar o que sentes sem vergonha. Recusar a ideia de que existe uma forma “normal” de sentir prazer — porque não existe.

O prazer é um direito, não um luxo. A ciência dá-nos o mapa, mas a viagem é tua.

Se quiseres continuar a explorar, lê o nosso guia sobre o orgasmo feminino. E nos próximos meses, vamos publicar guias sobre zonas erógenas e masturbação feminina — sempre com a mesma abordagem: ciência, honestidade e zero tabus. Subscreve a newsletter para não perderes nada.

O prazer não é um destino. É uma exploração contínua — e tu tens todo o direito de a fazer ao teu ritmo.
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