Prazer

Ejaculação Feminina

A ejaculação feminina refere-se à expulsão de fluido pela uretra durante a excitação ou o orgasmo. É um fenómeno fisiológico real, documentado cientificamente, embora ainda sujeito a investigação quanto à distinção entre ejaculação propriamente dita e squirting.

A literatura científica distingue dois fenómenos frequentemente confundidos. A ejaculação feminina em sentido estrito é a secreção de uma pequena quantidade (1 a 5 ml) de fluido branco-leitoso produzido pelas glândulas de Skene, análogas à próstata masculina. Este fluido contém PSA (antigénio específico da próstata), frutose e fosfatase ácida prostática. O squirting é a expulsão em maior quantidade de um fluido transparente e diluído, que a investigação demonstra ser principalmente urina diluída com possíveis componentes das glândulas de Skene.

Um estudo publicado no Journal of Sexual Medicine (Salama et al., 2015) avaliou sete mulheres que relatavam squirting. Através de ecografia, confirmou-se que a bexiga estava vazia antes da estimulação e cheia imediatamente antes do squirting, ficando vazia de novo após. A análise bioquímica revelou urina com PSA, confirmando a componente urinária e a possível mistura com secreção das glândulas de Skene. Este achado não invalida a experiência - é uma resposta fisiológica normal que ocorre em resposta a estimulação intensa, frequentemente da parede anterior da vagina.

Estima-se que entre 10% a 54% das mulheres experienciem alguma forma de ejaculação ou squirting ao longo da vida. Nem todas as mulheres o experienciam e não há razão fisiológica pela qual devam. A capacidade de ejacular não é indicador de prazer, saúde ou "qualidade" do orgasmo. É simplesmente uma variação anatómica e fisiológica normal.

O squirting ganhou enorme visibilidade através da pornografia, criando a falsa impressão de que é universal ou "alcançável" mediante técnica. Isto gera pressão desnecessária. Do ponto de vista clínico, é relevante distinguir ejaculação feminina de incontinência urinária de esforço: a primeira ocorre durante excitação intensa e orgasmo; a segunda ocorre com tosse, espirro ou exercício. São mecanismos completamente distintos.

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