Saúde Sexual
Contraceção
A contraceção engloba todos os métodos usados para prevenir a gravidez: hormonais, de barreira, intrauterinos, de fertilidade e definitivos. A escolha do método ideal é sempre individual e contextual.
A contraceção é uma componente central da saúde sexual e reprodutiva: permite vida sexual ativa sem gravidez não planeada e favorece a autonomia reprodutiva. Em Portugal, aproximadamente 94% das mulheres sexualmente ativas utiliza algum método contracetivo, sendo a pílula o mais prevalente. A contraceção não protege contra ISTs (exceto o preservativo), pelo que os dois devem ser considerados complementares.
Os métodos hormonais utilizam estrogénios e/ou progestagénios para inibir a ovulação, espessar o muco cervical e alterar o endométrio. Incluem a pílula combinada, a minipílula, o anel vaginal, o adesivo, o implante subcutâneo, a injeção e o SIU hormonal. A pílula combinada, quando tomada corretamente, tem eficácia superior a 99%. Podem ter efeitos secundários variáveis: alterações do humor, da líbido, da lubrificação ou dos padrões menstruais.
O preservativo masculino tem eficácia de 98% na prevenção da gravidez e é o único método que protege contra ISTs. O dispositivo intrauterino de cobre (DIU) funciona sem hormonas, tem eficácia superior a 99% e pode ser mantido até 10 anos. É também utilizado como contraceção de emergência quando colocado até 5 dias após relação não protegida.
A contraceção de emergência mais acessível em Portugal é a pílula com levonorgestrel (disponível sem receita médica), idealmente tomada nas primeiras 72 horas. Não existe um "melhor" método universal: a escolha depende da saúde individual, estilo de vida, objetivos reprodutivos e tolerância a efeitos secundários. A consulta de Planeamento Familiar no SNS é o espaço indicado para esta conversa.